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Escolhas

Não contarei mais as mesmas histórias
Nem mais lamentarei pelas coisas que não fiz
Não serei o velhote chato nem desesperado
Nem direi quem sou se não me for peguntado

Não olharei pela janela nas manhãs cinzentas
No intento de esperar alguém que já passou
Serei tão somente imagem, semelhança tua
Como o feixe de luz que entra sem bater.

Não exiberei olheiras da desesperança
Não tomarei por dívida algo já doado
Beberei do cálice a parte que me toca
Para que não confundas fé com ingratidão.
 
Não direi para mim mesmo que sou o mais forte
Também não me vejo no direite de sentir-me fraco
Já que carrego comigo a forte esperança
De não mais ser escravo do sentimento vão.

Não imporei engano aos que me procuram
Se me pedirem pedra, antes mostrarei o pão
Direi que o bem feitor não seja apredrejado
Que não se pague benção com ingratidão.



  

  

   

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